Grandes redes sociais têm prazo do TSE para enviar planos de conformidade para as Eleições 2026

As maiores plataformas digitais em operação no país já têm data marcada para prestar contas à Justiça Eleitoral. Elas precisam entregar seus planos de conformidade para as Eleições 2026 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 16 de agosto.

A exigência vale para todas as empresas que somam mais de 5 milhões de usuários ativos mensais no Brasil. A determinação veio através de portaria assinada pelo ministro Kassio Nunes Marques.

O objetivo principal da medida é conter a disseminação de fake news e garantir a integridade do pleito de outubro. As empresas deverão detalhar como pretendem agir para mitigar riscos durante o período eleitoral.

O que as plataformas digitais devem informar ao TSE?

A portaria estabelece que as big techs especifiquem suas rotinas internas para responder com rapidez às ordens judiciais. Isso inclui procedimentos para identificar e remover publicações falsas.

Além disso, as empresas devem detalhar os processos para suspender contas infratoras, fornecer dados requisitados e interromper qualquer propaganda eleitoral irregular.

Moderação própria e redes inautênticas

As plataformas também precisam mostrar o que farão, por conta própria, para moderar publicações inverídicas ou fora de contexto.

Outro ponto central é o combate ao uso de robôs. O TSE exige mecanismos eficazes para identificar e desarticular redes de comportamento inautêntico coordenado.

Regras para inteligência artificial e deepfakes

O avanço da inteligência artificial generativa recebeu atenção especial nas diretrizes da Justiça Eleitoral.

As redes sociais terão que comprovar a existência de travas de segurança que impeçam a criação automática de conteúdos em benefício de candidatos, partidos ou coligações.

Da mesma forma, as empresas precisam coibir a geração de conteúdos de cunho sexual não consentido envolvendo candidatos, além de vetar a recomendação direcionada de votos por algoritmos.

Transparência em anúncios e proteção de dados

O documento assinado pelo ministro exige total transparência no mercado de publicidade política paga.

As empresas devem manter bibliotecas públicas de anúncios, identificar claramente os anunciantes e sinalizar qualquer uso de inteligência artificial em conteúdos impulsionados.

Denúncias e disparo em massa

Para proteger os eleitores, as redes deverão divulgar canais acessíveis para denúncias e contestação de bloqueios.

Também será obrigatório detalhar as ferramentas de proteção de dados pessoais e os métodos usados para detectar disparos em massa de mensagens.

Quais empresas precisam se adequar?

A obrigação atinge gigantes da tecnologia que concentram a maior parte do tráfego de internet no Brasil, como Google, Meta, TikTok e X (antigo Twitter).

Essa exigência reforça e complementa os acordos prévios que as empresas já haviam firmado com o TSE nos últimos meses.

Acompanhamento contínuo até o fim do pleito

O trabalho das redes sociais não termina com a entrega do documento em agosto. Qualquer alteração relevante nas regras das plataformas precisa ser comunicada imediatamente.

Caso surja algum risco extraordinário às eleições, a empresa terá apenas três dias para alertar o tribunal.

Por fim, após a realização da votação, todas as plataformas deverão enviar ao TSE um relatório final detalhando a execução do plano até o dia 19 de dezembro.

Share.