
A Meta divulgou novas medidas de segurança para proteger adolescentes no Instagram e no Facebook, estabelecendo um limite diário de uso das redes sociais que exige aprovação dos pais para ser alterado.
Essa iniciativa surge após a empresa de Mark Zuckerberg fechar um acordo judicial de US$ 16,7 bilhões (cerca de R$ 86,3 bilhões).
O processo acusava a companhia de causar danos à saúde mental, autoestima e bem-estar de crianças e adolescentes.
As determinações devem começar a funcionar em breve no território norte-americano.
Até o momento, a empresa não informou se planeja estender o pacote de regras para os usuários de outros países.
O YouTube preferiu não se pronunciar, e o TikTok ainda não enviou um posicionamento oficial sobre o assunto.
O motivo por trás do acordo judicial
As atualizações fazem parte do acerto com procuradores-gerais dos Estados Unidos para encerrar a ação legal sobre o impacto psicológico das plataformas nos jovens.
A quantia bilionária negociada na multa da big tech será direcionada para custear projetos voltados à segurança digital.
Veja o que muda no Instagram e no Facebook
A empresa vai aplicar restrições automáticas para todas as contas de menores de 18 anos.
Confira os principais pontos definidos para o uso das plataformas:
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Tempo limite diário de duas horas, somando o uso no Instagram e no Facebook.
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Ativação do “Modo Noturno”, bloqueando o acesso do usuário no período entre meia-noite e 6h.
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Introdução do “Modo Escola”, que mantém notificações em silêncio das 8h às 15h.
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Avisos constantes a cada 15 minutos de navegação ininterrupta e alertas ao atingir 60 e 90 minutos de uso.
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Opção de navegação em um feed livre dos algoritmos da empresa.
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Inclusão de um botão para desabilitar a reprodução automática em vídeos.
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Ocultação do número de curtidas e reações em publicações de adolescentes.
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Remoção de filtros focados em cirurgias plásticas ou maquiagens extremas.
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Tecnologias reforçadas para excluir contas de menores de 13 anos e direcionar publicações adequadas para a faixa de 13 a 17 anos.
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Aplicação de limitações de conteúdos com base em cada faixa etária.
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Barreira contra interações indesejadas de adultos suspeitos com menores de idade.
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Manutenção de recursos diretos para a denúncia de materiais nocivos.
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Expansão dos mecanismos de supervisão parental no Facebook e no Instagram.
As regras entram em vigor na data da homologação do acordo na Justiça americana, com validade prevista para até 10 anos na maior parte das medidas.
Pressão sobre TikTok e YouTube
Por meio de uma carta aberta, a Meta convidou concorrentes como TikTok e YouTube para adotarem as mesmas diretrizes de segurança.
A proposta sugere a padronização do tempo limite de duas horas, alertas de navegação prolongada e bloqueios em horários específicos.
“Queremos garantir que os adolescentes se beneficiem desse novo padrão da indústria, mas não podemos fazer isso sozinhos. Essas proteções só serão realmente eficazes se trabalharmos com nossos pares – TikTok e YouTube – para implementar as mesmas medidas”, escreveu a Meta.
As plataformas citadas ainda não responderam publicamente se pretendem aceitar o convite e aplicar as exigências sugeridas.