
O julgamento da Meta em um tribunal federal de Oakland, nos Estados Unidos, traz desdobramentos que vão além de uma eventual multa trilionária.
A empresa responde a acusações apresentadas por dezenas de estados americanos em um processo iniciado em 2023.
A acusação alega que as plataformas foram projetadas intencionalmente para viciar jovens, prejudicando a saúde mental infantil e violando leis de privacidade.
A defesa e os depoimentos esperados
A Meta nega todas as acusações e sustenta que faltam provas suficientes para embasar a ação judicial.
O processo deve durar cerca de seis semanas no tribunal federal.
Há expectativa de que executivos como Mark Zuckerberg e Adam Mosseri prestem depoimento durante as audiências.
Quais mudanças as redes sociais podem sofrer?
Procuradores de estados como Califórnia, Colorado, Nova Jersey e Kentucky exigem reformulações profundas nos aplicativos.
Caso a empresa seja condenada, a justiça poderá impor limites severos aos recursos das plataformas.
Recursos na mira da justiça
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Fim da rolagem infinita de conteúdos nos feeds.
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Desativação da reprodução automática de vídeos.
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Alterações nos algoritmos que estimulam reações químicas de recompensa no cérebro.
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Remoção de filtros de imagem que alteram a estética facial.
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Exigência de autorização dos pais para contas de adolescentes.
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Bloqueio à criação de múltiplos perfis por um mesmo usuário.
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Fim dos conteúdos temporários que somem após determinado tempo.
Impacto nos aplicativos e precedentes judiciais
A aprovação dessas medidas alteraria diretamente o funcionamento básico do Instagram e do Facebook.
A Meta enfrentou uma condenação parecida no estado do Novo México, onde recebeu multa de US$ 942 milhões.
A condução do caso está com a juíza Yvonne Gonzalez Rogers, magistrada que atuou na disputa entre Elon Musk e Sam Altman sobre a OpenAI.
O futuro das plataformas digitais
Especialistas comparam o momento atual às grandes ações judiciais movidas contra a indústria do tabaco nos anos 1990.
A derrota da empresa pode dificultar o acesso de menores às plataformas e alterar a percepção cultural desses serviços.
Ações semelhantes contra plataformas como YouTube e Snap continuam pendentes na justiça americana.
O que dizem os especialistas e autoridades
“Este julgamento pode representar o fim das redes sociais como as conhecemos” Kate Winick
O procurador-geral da Califórnia destacou o alcance da ação para todo o setor de tecnologia.
“primeira da fila” Rob Bonta